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sábado, 25 de abril de 2015

Cura para diabetes? Cientistas induzem células embrionárias a fabricar insulina

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Um estudo da Universidade de Harvard (EUA) encontrou pela primeira vez uma maneira de transformar células-tronco embrionárias humanas em células que produzem insulina.
O avanço poderia eventualmente levar a novas formas de tratar ou até curar milhões de pessoas com diabetes.

A melhora

Hoje, diabéticos precisam verificar regularmente o nível de açúcar no seu sangue e injetar-se com insulina para mantê-lo sob controle. “É um tipo de ‘suporte de vida’ para os diabéticos”, disse Doug Melton, pesquisador de Harvard. “Não cura a doença e leva a complicações devastadoras”.
Pessoas com diabetes mal controlada podem sofrer complicações como cegueira, amputações e até ataques cardíacos. Por conta disso, os pesquisadores têm procurado um tratamento mais eficaz e definitivo para a condição.
Até agora, eles tinham tido certo sucesso com o transplante de células produtoras de insulina de cadáveres em pessoas com diabetes. Mas é muito difícil obter células suficientes para tratar um grande número de pacientes, de forma que os cientistas queriam descobrir uma outra fonte onde pudessem obter mais células facilmente.
O avanço veio depois de uma pesquisa de 15 anos, que finalmente descobriu uma maneira de transformar células-tronco embrionárias humanas nas chamadas células beta do pâncreas, que produzem insulina.

A pesquisa

Dezenas de cientistas passaram anos analisando os genes das células e experimentando diferentes combinações de sinais químicos para tentar persuadir essas células a se tornar células beta. Finalmente, chegaram a uma “receita” que parece funcionar.
“Foi como fazer uma espécie de bolo muito extravagante – como um bolo de chocolate com framboesa e cobertura de baunilha ou algo assim”, disse Melton. “Você sabe muito bem quais são todos os ingredientes que você tem que usar. Mas é a maneira como você os adiciona, a ordem, quanto tempo você os cozinha etc, que fazem a diferença”.
Quando Melton e seus colegas transplantaram as novas células em ratinhos com diabetes, os resultados foram claros e rápidos.
“Nós pudemos curar a diabetes imediatamente – em menos de 10 dias”, conta o pesquisador. “Esta descoberta proporciona um tipo de fonte celular sem precedentes, que poderia ser utilizada para a terapia de transplante de células em pacientes com diabetes”.

Problemas

O avanço é significativo, mas ainda há muito trabalho a se fazer.
Antes de mais nada, os cientistas precisam descobrir uma maneira de esconder as células novas do sistema imunológico, para que não sejam atacadas, especialmente para pessoas com diabetes tipo 1. Eles estão trabalhando nisso e já desenvolveram um “escudo” para protegê-las.
Além disso, algumas pessoas têm objeções morais a tudo o que envolve a pesquisa com células-tronco embrionárias humanas, porque destrói embriões humanos.
“Se, como eu, alguém considera o embrião humano imbuído dos mesmos tipos de dignidade que o resto de nós tem, então, de fato, isso é moralmente problemático”, disse Daniel Sulmasy, médico e bioeticista da Universidade de Chicago (EUA). “É a destruição de uma vida humana individual única, com o único propósito de ajudar outras pessoas”.
Melton acha que também pode fazer células de insulina usando um outro tipo de célula-tronco, conhecida como célula-tronco pluripotente induzida, que não destrói qualquer embrião. A equipe de Harvard já está tentando descobrir se a técnica funciona bem neste tipo de célula, e espera começar a testar as novas células de insulina em pessoas com diabetes dentro de três anos.
Fonte: hypescience

Os 10 experimentos psicológicos mais antiéticos


O estudo da psicologia é relativamente recente.
No começo do século 20 ela ficou mais popular.
Com a intenção de aprender sobre o processo do pensamento e comportamento humano muitos psiquiatras foram longe demais em suas experimentações, o que levou ao aprimoramento dos códigos e padrões de ética.
1. Desamparo aprendido
Em 1965 os psicólogos Mark Seligman e Steve Maier conduziram um experimento no qual três grupos de cães foram colocados em pares. Os cães do primeiro grupo foram soltos depois de um certo tempo, sem danos. Os cachorros do segundo grupo foram colocados em pares usando a mesma guia e apenas um de cada par recebia choques elétricos que se encerravam quando um pedal era acionado. Os cães do terceiro grupo também foram unidos em pares, um recebia choques, mas os choques não paravam quando o pedal era pressionado. Os choques ocorriam aleatoriamente e pareciam ser inevitáveis o que causou um “desamparo aprendido”, pois os cães assumiram que nada poderia ser feito sobre os choques. Os cães do grupo três passaram a mostrar sintomas de depressão clínica.
Tempos depois cada cachorro do terceiro grupo foi colocado em uma caixa sozinho. Eles passaram novamente a receber choques elétricos que poderiam facilmente evitar se saltassem da caixa. Os cães simplesmente haviam “desistido”, novamente exibindo o desamparo aprendido.
2. O estudo de Milgram
estudo milgram
Em 1974 Stanley Milgram, um psicólogo da Universidade de Yale nos EUA, realizou um notório estudo para testar a obediência à autoridade. Ele criou um experimento com “professsores” que eram os participantes reais, e um “aprendiz”, que era um ator contratado. Disseram tanto ao professor quanto para o aprendiz que o estudo seria sobre memória e aprendizado.
Tanto o professor quanto o aprendiz eram separados de maneira que poderiam ouvir um ao outro, mas não conseguiam se enxergar mutuamente. O professor lia uma pergunta e quatro possíveis respostas para a pergunta. Se o aprendiz não acertasse a resposta o professor deveria apertar um botão para administrar um choque com voltagem que aumentava a cada erro. Se ele acertasse não haveria choque e o professor avançaria para a nova pergunta.
Na realidade o ator não estava recebendo nenhum choque. Uma fita com gritos gravados tocava automaticamente assim que o professor administrava o “choque”. Quando os choques passavam para voltagens maiores o ator batia na parede e pedia para o professor parar. Finalmente todos os gritos e pancadas paravam e o silêncio era instaurado. Essa era o ponto em que muitos “professores” exibiam extrema aflição e pediam para parar o experimento. Alguns questionavam continuar, mas eram encorajados a prosseguir com o experimento e ouviam que não seriam responsabilizados pelos resultados.
A cada vez que o voluntário indicasse desejo de parar o experimento, um dos responsáveis pelo estudo dizia “Por favor, continue. O experimento requer que você continue. É absolutamente essencial que você continue. Você não tem escolha, deve continuar.” Se depois de todas as quatro ordens o professor ainda quisesse parar o experimento, ele finalmente acabava. Apenas 14 dos 40 “professores” pararam o experimento antes de administrar “choques” de 450 volts. Apesar de todos os voluntaries questionarem o experimento, nenhum deles recusou-se firmemente a parar com os choques antes dos 300 volts.
Em 1981, Tom Peters e Robert H. Waterman Jr. escreveu que o Experimento de Milgram e o Experimento da Prisão de Stanford eram assustadores em suas implicações sobre os riscos de espreitar no lado negro na natureza humana.
3. O Poço do Desespero
estudo milgram
Em 1960 o Dr. Harry Harlow (foto) ficou conhecido pelos seus estudos sobre isolamento social com macaco-rhesus. Ele pegou filhotes de macaco que já tinham se conectado com suas mães e os colocou em gaiolas de aço sem contato para quebrar este laço materno. Eles ficavam nas gaiolas durante até um ano.
Muitos destes macacos saíam das gaiolas psicóticos e vários não conseguiram se recuperar. O Dr. Harry concluiu que mesmo a infância mais feliz e normal não era defesa contra a depressão. A escritora de ciência Deborah Blum disse que estes eram “resultados do bom senso”.
Um dos estudantes de doutorado de Harry disse que os movimentos de liberação de animais nos EUA surgiram como resultado destes experimentos. Outro estudante disse que ele “manteve isso em andamento mesmo quando estava claro para muitas pessoas que o trabalho estava realmente violando sensibilidades comuns, que qualquer pessoa com respeito pela vida acharia isso ofensivo. Foi como se ele se sentasse e falasse ‘Eu estarei aqui por mais dez anos. O que eu quero fazer é deixar uma grande bagunça para trás’. Se este era o seu objetivo, ele fez um excelente trabalho”.
4. David Reimer
david reimer
Em 1965 um menino nasceu no Canadá com o nome de David Reimer. Com oito meses de idade ele recebeu um procedimento comum, uma circuncisão. Infelizmente, durante o processo o seu pênis foi severamente queimado por casa do cauterizador que foi utilizado no lugar de um bisturi. Quando seus pais visitaram o psicólogo John Money, ele sugeriu uma solução simples para um problema complicado: uma mudança de sexo. Seus pais estavam perturbados pela situação, mas finalmente concordaram com o procedimento. Eles não sabiam que a intenção verdadeira do terapeuta era provar que a criação e não a natureza determinava a identidade sexual. Para o seu próprio ganho pessoal ele decidiu usar David como o seu estudo de caso privado.
David, agora com o nome Brenda, teve uma vagina construída e recebia suplementos hormonais. John disse que seu experimento foi um sucesso, ignorando os efeitos negativos da cirurgia de Brenda. Ela agia como um menino e tinha sentimentos confusos e conflitantes sobre uma série de tópicos. O pior é que seus pais não o informaram do acidente de infância. Isso causou um tremor na família. A mãe de Brenda era suicida, o pai alcoólatra e seu irmão era extremamente depressivo.
Finalmente os pais de Brenda contaram sobre seu verdadeiro sexo quando ela tinha 14 anos de idade. Ela decidiu então tornar-se David novamente e parou de tomar estrogênio, e fez uma reconstrução peniana. John não reportou outro resultado insistindo que seu experimento havia sido um sucesso, deixando de fora muitos fatos sobre a luta de David sobre sua identidade sexual. Em 2004, então com 38 anos, David tirou a própria vida.
Acima uma das últimas fotos de David.
5. Estudo monstruoso
criança assustada
Em 1939, 22 crianças órfãs foram submetidas a experimentos por Wendell Johnson, da Universidade do Iowa, EUA. Ele escolheu Mary Tudor, sua estudante de graduação, para conduzir os experimentos e apenas supervisionou a pesquisa.
Depois de separar as crianças em grupos um grupo experimental e outro de controle, Mary falou para um grupo de crianças sobre a boa fluência de suas maneiras de falar as elogiando, isso é chamado de terapia da fala positiva, em tradução literal. Em seguida ela fez o oposto com as outras crianças, depreciando-as por cada imperfeição da sua fala e dizendo que elas eram gagas.
Muitas das crianças que receberam o tratamento negativo no experimento sofreram de efeitos psicológicos negativos e outras tiveram problemas de fala durante toda a vida.
Apelidado de “Estudo Monstruoso” por alguns dos colegas de Wendell, que ficaram horrorizados com o fato de que ele havia feito experimentos em crianças para provar uma teoria. O experimento foi ocultado por medo de que ferisse a reputação de Wendell se fosse ligado aos experimentos realizados em humanos durante a Segunda Guerra Mundial. A Universidade de Iowa se desculpou publicamente pelo estudo em 2001.
6. Projeto Aversão
projeto aversão
O exército do apartheid da África do Sul forçou homossexuais homens e mulheres a realizarem operações de ‘mudança de sexo’ entre as décadas de 1970 e 1980 e os submeteu à castração química, eletrochoques e experimentos médicos antiéticos. Apesar de o número exato ser desconhecido alguns cirurgiões da época estimam que foram feitas 900 operações em um programa ultra-secreto para eliminar a homossexualidade do serviço.
Psiquiatras do exército, com a ajuda de capelões, expulsavam violentamente suspeitos de homossexualismo das forças armadas, enviando-os discretamente para unidades psiquiátricas militares. Aqueles que não podiam ser “curados” com medicamentos, terapia de aversão com choques, tratamento hormonal e outros meios “psiquiátricos” radicais foram castrados quimicamente ou receberam cirurgias de mudança de sexo. A maioria das vítimas tinha entre 16 e 24 anos de idade.
O Dr. Aubrey Levin (imagem), que encabeçou o estudo, é hoje professor clínico do departamento de psiquiatria da Divisão Forense da Universidade Calgary. Ele também mantém um consultório particular e é prestigiado junto da ordem de médicos e cirurgiões de Alberta.
7. Experimento da Prisão de Stanford
criança assustada
Este estudo não foi necessariamente antiético, mas seus resultados foram desastrosos e a sua deturpação o fez merecer lugar nesta lista. O famoso psicólogo Philip Zimbardo coordenou este experimento para examinar o comportamento de indivíduos que são colocados em posição de prisioneiros ou guardas e as normas que se esperava que estes indivíduos exibissem.
Os prisioneiros eram colocados em uma situação para que fosse causada sua desorientação, degradação e despersonalização. Não foram dadas instruções ou treinamento específicos para os guardas realizarem seus papéis. Inicialmente os estudantes não estavam certos de como representar seus papéis no primeiro dia, mas não houve distúrbios. No segundo dia do experimento os prisioneiros foram convidados a fazerem uma rebelião, o que levou a uma severa resposta dos guardas. Deste momento em diante as coisas começaram a desandar.
Os guardas implementaram um sistema de privilégios para acabar com a solidariedade entre os prisioneiros e causar desconfiança entre eles. Os guardas se tornaram paranóicos a respeito dos prisioneiros, acreditando que eles os estavam perseguindo. Isso tornou o sistema de privilégios muito restrito controlando até as funções fisiológicas dos prisioneiros que começaram a exibir distúrbios emocionais, depressão e desamparo condicionado.
Neste ponto os prisioneiros foram apresentados a um capelão. Eles se identificavam por seus números ao invés de seus nomes e quando eram questionados sobre como planejavam sair da prisão se mostravam confusos. Eles haviam sido assimilados completamente por seus papéis.
O Dr. Philip encerrou o experimento depois de cinco dias, quando percebeu quão real a prisão havia se tornado para os voluntários. Apesar da curtíssima duração do experimento, os resultados são esclarecedores. Quão rapidamente alguém pode abusar do seu controle quando colocado nas circunstâncias corretas. O escândalo de Abu Ghraib, que chocou o mundo em 2004, é um exemplo das descobertas de Phillip.
8. Testes de drogas com macacos
Apesar de experimentos com animais serem essenciais para o desenvolvimento de tecnologias ligadas à saúde do ser humano e salvar vidas, houve experimentos que ultrapassaram os limites da ética. Os testes com drogas de 1969 foi um destes casos. Neste experimento um grande grupo de macacos e ratos foram treinados para injetar em si mesmos uma variedade de drogas que incluíam morfina, álcool, codeína, cocaína e anfetaminas. Assim que os animais aprendiam a se auto-injetar eles eram deixados com seus próprios dispositivos com grandes suprimentos de cada droga.
Os animais ficaram tão perturbamos (como se pode esperar) que alguns tentaram escapar com tanto fervor que quebravam seus braços no processo. Os macacos que tomavam cocaína sofreram convulsões e em alguns casos arrancavam os próprios dedos como possível conseqüência de alucinações. Um macaco que tomava anfetaminas arrancou todo o pêlo de seus braços e abdômen. Os que tomavam cocaína e morfina de maneira combinada morriam em duas semanas.
O propósito do experimento era simplesmente entender os efeitos do vício e uso de drogas, um objetivo para o qual a maioria das pessoas racionais e éticas entende que não seria necessário causar tanto sofrimento em animais.
9. Experimento de expressões faciais de Landi
criança assustada
Carney Landis (foto), em 1929, um psicólogo graduado pela Universidade de Minnesota, nos EUA, desenvolveu um experimento para determinar se diferentes emoções criavam expressões faciais específicas. O propósito era descobrir se todas as pessoas têm expressões faciais comuns quando sentem emoções de nojo, choque, alegria, etc.
A maior parte dos participantes eram estudantes que recebiam uma pintura de linhas pretas nos seus rostos para que fossem observados os movimentos dos músculos faciais. Em seguida eles eram expostos a uma variedade de estímulos que tinham o objetivo de gerar fortes reações. Cada reação era fotografada.
Então faziam com que os estudantes cheirassem amônia, olhassem pornografia e colocassem as mãos em um balde cheio de sapos. Mas a controvérsia do estudo vinha da última parte dos testes.
Um rato vivo era dado para os participantes que recebiam instruções de como decapitarem o animal. Apesar de todos os participantes repelirem a idéia um terço deles obedecia. A situação ficava muito pior pelo fato de que a maioria dos estudantes não ter idéia de como realizar a operação de maneira humanizada e os animais sofriam muito. Para os dois terços que se recusaram em realizar o procedimento, Carney pegou a faca e cortou fora as cabeças dos animais no mesmo instante.
As conseqüências do estudo foram mais importantes para a evidência de que as pessoas estão dispostas a fazer quase qualquer coisa quando colocadas em uma situação como essa. O estudo não provou que os humanos possuem um padrão de expressões faciais.
10. Pequeno Albert
criança assustada
Em 1920 o psicólogo John Watson, pai do behaviorismo, costumava usar órfãos em seus experimentos. Ele queria testar a idéia da origem do medo: se era inato ou aprendido como uma resposta condicionada. O apelido do bebê de nove meses que John escolheu em um hospital era Pequeno Albert que era exposto a um coelho branco, um rato branco, um macaco, máscaras com e sem pêlos, novelos de algodão, jornal em chamas e uma miscelânea de outras coisas por dois meses sem qualquer tipo de condicionamento.
O experimento começou quando Albert foi colocado em um colchão no meio do quarto. Um rato branco de laboratório era colocado próximo a ele e o bebê brincava com o animal. Neste ponto a criança não demonstrou qualquer medo do bicho.
Então John fazia um barulho alto por detrás de Albert ao bater em uma barra de aço com um martelo quando o bebê tocava o rato. Nestas ocasiões Albert chorava e mostrava medo quando ouvia o som. Depois disso haver sido repetido diversas vezes, Albert ficava muito nervoso quando o rato era mostrado. Albert havia associado o rato branco com o barulho alto e isso produzia a resposta emocional do medo.

O bebê passou a generalizar sua resposta de medo a qualquer coisa fofa ou branca (ou ambos). O fato mais infeliz deste experimento dói que o Pequeno Albert não teve o seu medo tratado. Ele foi levado do hospital antes que John pudesse fazê-lo.
Fonte: hypescience

Os 7 experimentos genéticos mais bizarros

Em 1983, a revista Veja divulgou a “incrível” criação do boimate: uma mistura genética derivada da mistura da carne do boi com o tomate. A “notícia” havia sido liberada pela publicação inglesa New Science, que sempre publicava histórias absurdas no 1° de abril. Até hoje não temos em nossas mãos, ou estômagos, nenhum “boimate”, mas os cientistas fazem experimentos verdadeiros que quase fazem com que a história pareça verídica. Cientistas canadenses, por exemplo, fizeram experiências para combinar o material genético de cabras e aranhas (cabranhas?), e outros cientistas fizeram experimentos com um ratinho que passou 16 anos congelado. Confira essas e outras experiências bizarras na nossa lista! 
7. Cientistas desenvolvem cabra com material genético de aranhas
experimentos bizarros
O que acontece quando você mistura uma cabra com uma aranha? Parece o início de uma piada, mas este experimento foi realizado por uma equipe de biolólogos e cientistas canadenses e estadunidenses. Os pesquisadores incorporaram o DNA de aranhas em embriões de cabras para criar uma espécie híbrida.
O resultado são cabras que parecem cabras, agem como cabras, mas têm também material genético de aranhas, e podem produzir leite com uma “imitação” da seda produzida pelos aracnídeos. O leite das cabras, quando tratado, produz apenas uma pequena quantidade da seda, fazendo com que o material seja difícil de conseguir, a não ser em grandes quantidades.
6. Cientistas clonam rato congelado durante 16 anos
experimentos bizarros
Pesquisadores japoneses conseguiram criar clones de um rato que estava morto e congelado durante 16 anos. Esta foi a primeira vez que um animal congelado pôde ser clonado, e os cientistas afirmam que o trabalho pode beneficiar a humanidade e trazer de volta animais extintos como mamutes e tigres dentes-de-sabre. Críticos da técnica afirmam que ela pode trazer ideias de tentar clonar parentes ou pessoas amadas mortas.
5. Pesquisadores criam mosquito modificado pra combater outros mosquitos
experimentos bizarros
Um mosquito geneticamente modificado foi criado para ser resistente à malária, além de ser mais forte que aqueles que carregam a doença. Estes mosquitos modificados seriam inseridos em uma população de mosquitos normais, para que as próximas gerações passem a carregar o gene que confere a resistência ao parasita que causa a malária.
Os mosquitos com as modificações também sofreram uma mudança que faz com que seus olhos fiquem fluorescentes, para que eles se diferenciem dos outros. Apesar de animador, o estudo ainda deve demorar ao menos 10 anos antes que os insetos sejam inseridos na natureza.
4. Cientistas demonstram cientificamente que garotas são predispostas geneticamente à cor rosa
experimentos bizarros
É estabelecido socialmente que garotas devem gostar de rosa e garotos devem preferir o azul. Entretanto, nunca se soube exatamente por quê. Agora cientistas descobriram que isso pode não ser apenas uma tradição, mas um instinto evolucionário básico. Pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, analisaram as preferências gerais de um grupo de 208 voluntários de 20 a 26 anos.
As cores preferidas dos participantes, que eram chineses e ingleses, eram um azul pálido para os homens e um lilás rosado para as mulheres. Muitos chineses escolheram a cor vermelha, que simboliza sorte e felicidade na China, o que aponta que um fator cultural também é envolvido na escolha. Segundo o estudo, entre vários pares de cores mostrados aos participantes, os homens geralmente escolheram tons de azul, enquanto as mulheres escolheram azuis e rosas.
De acordo com os cientistas, acredita-se que, como as mulheres tinham o papel de colher frutos, elas têm esta preferência por vermelhos e rosas, que simbolizam frutos saudáveis. Enquanto isso, os homens, que precisavam caçar, não necessitavam desta diferenciação ou preferência de cores.
3. Cientistas tentam criar globos oculares em laboratório
experimentos bizarros
Uma modificação genética que faz com que girinos tenham três olhos pode permitir que cientistas criem globos oculares humanos ou partes necessárias para cirurgias de reparação da visão humana. Se cientistas conseguissem criar globos oculares em laboratório a partir de células-tronco, a técnica poderia ser usada para melhorar a vida de pessoas com problemas nas células do olho, inclusive problemas na retina.
Pesquisadores já identificaram os genes responsáveis pelo desenvolvimento dos olhos dos girinos, mas o exato funcionamento destes genes ainda era um mistério até 2007. Naquele ano, cientistas descobriram que, ao injetar uma enzima nos embriões dos girinos, eles desenvolvem um terceiro olho. Os pesquisadores acreditam que o mecanismo deve ser semelhante para outros animais, como os humanos. Durante os testes com a enzima, os cientistas acabaram criando sapos com olhos no abdome ou até mesmo no rabo.
2. Pesquisadores criam vaca geneticamente modificada que produz leite fortificado
experimentos bizarros
Uma empresa de biotecnologia holandesa chamada Pharming criou vacas geneticamente modificadas. As fêmeas receberam um gene humano que faz com que elas liberem altos níveis da proteína lactoferrina no leite. De acordo com o site da empresa, esta proteína – presente nas lágrimas, secreções pulmonares, leite e outros fluidos humanos. combate bactérias, melhora o sistema imunológico e melhora o equilíbrio bacterial do intestino.
1. Cientistas tentam criar florestas que cresçam mais rapidamente
experimentos bizarros
Uma árvore que possa crescer quase três metros em seis anos e que possa se desenvolver em fazendas especiais poderia ser uma substituição importante para o uso de combustíveis fósseis. Pesquisadores da Universidade de Purdue, nos Estados Unidos, estão tentando fazer modificações genéticas para criar árvores que tenham as substâncias necessárias para produzir combustíveis alternativos.
Os cientistas estão tentando modificar um composto chamado lignina, que dificulta a extração da celulose das árvores. A celulose pode ser utilizada para fazer o etanol, combustível mais limpo que os combustíveis fósseis.
Fonte: hypescience

Espanha - Aeroporto que custou mil milhões à venda por 1,5 euros

O aeroporto de Ciudad Real, em Espanha, está no mercado e ninguém acredita no valor que pedem por ele: 1,5 euros, dá conta o Metro.
MUNDO
Foi construído em 2009, em plena crise financeira, e custou mil milhões de euros. Falamos de um aeroporto espanhol. Hoje, seis anos depois, dá conta o Metro, está à venda por 1,5 euros.
Depois de ser inaugurado este aeroporto em Ciudad Real ‘viu-se’ em dificuldades quando a companhia aérea que o contratou começou a experimentar dificuldades financeiras.
O juiz responsável pelo processo de falência determinou que o ‘imóvel’ teria de ser vendido e estabeleceu o preço de 100 milhões de euros. A verdade é que, até agora, ninguém se mostrou interessado nesta compra, por isso, o preço foi baixando.
Porém, apesar de estar à venda por apenas 1,5 euros, o novo dono que ficar com o espaço terá de fazer um investimento na ordem de algumas dezenas de milhões de euros, que serão adjudicados para o pagamento de dívidas.
Por fim, temos de dizer-lhe que, se por alguma razão ficou interessado, desde 2011 que nenhum avião por aqui circula.
Fonte: NM

Ban Ki-moon ONU pede à Indonésia para não executar dez pessoas

O secretário-geral da ONU exortou hoje o governo indonésio a não executar dez pessoas, entre as quais o brasileiro Rodrigo Muxfeldt Gularte, condenadas à morte por tráfico de droga, reiterando a tradicional oposição à pena capital.
MUNDO
ONU pede à Indonésia para não executar dez pessoas
Os dez condenados são um indonésio e nove estrangeiros oriundos da Austrália, Brasil, Filipinas, Nigéria e França.
Nove destes condenados foram hoje informados da sua execução iminente, tendo o francês Serge Atlaoui sido excluído da lista das próximas execuções.
Ban Ki-moon "apelou ao governo indonésio para não executar, como anunciou, os dez prisioneiros que se encontram no corredor da morte pelos crimes alegadamente ligados à droga", indicou um comunicado da ONU.
"Segundo a legislação internacional, em casos onde a pena de morte está em vigor, esta apenas deve ser aplicada em crimes graves, como mortes com premeditação", refere a organização.
A ONU acrescenta que "as infrações ligadas à droga não estão normalmente incluídas nesta categoria de crimes muito graves".
Gularte foi preso em julho de 2004 após entrar na Indonésia com seis quilos de cocaína dentro de pranchas de surf, tendo sido condenado á morte em 2005.
Fonte: NM

Acordos - Os Governos de coligação pós-eleitoral e a exceção AD

Os Governos de coligação em Portugal resultaram quase sempre de entendimentos pós-eleitorais entre partidos, com os executivos da Aliança Democrática entre PSD/CDS/PPM a serem a exceção que confirma a regra.
POLÍTICA
Os Governos de coligação pós-eleitoral e a exceção AD
Os presidentes do PSD, Pedro Passos Coelho, e do CDS-PP, Paulo Portas, assinaram hoje um compromisso para uma coligação pré-eleitoral entre os dois partidos nas legislativas, que será agora levado aos respetivos órgãos partidários.
Depois das eleições de 1976 terem dado a vitória ao PS, que governou sozinho até janeiro de 1978, do segundo ato eleitoral resultou o primeiro Governo de coligação pós-eleitoral, com o socialista Mário Soares a aliar-se ao CDS. O executivo PS/CDS teve, contudo, uma vida curta, de apenas 8 meses.
Seguiram-se depois três Governos de iniciativa presidencial - liderados por Alfredo Nobre da Costa, Carlos Mota Pinto e Maria de Lurdes Pintassilgo - até às eleições intercalares de dezembro de 1979.
Foi dessas eleições que pela primeira vez resultou um Governo de coligação pré-eleitoral liderada pelo então presidente do PPD/PSD, Francisco Sá Carneiro, que juntou PSD/CDS/PPM na Aliança Democrática (AD), executivo que se viria a repetir após as eleições de outubro de 1980.
O mandato de Sá Carneiro acabaria por ser inesperadamente interrompido com sua morte a 4 de dezembro desse ano. Um mês depois, tomou posse o novo Governo, também de coligação PSD/CDS/PPM, liderado por Francisco Pinto Balsemão, que esteve em funções (sem ir a votos) até abril de 1983.
Das eleições de 25 de abril de 1983 resultou um novo Governo de coligação, mas agora uma coligação pós-eleitoral PS/PSD, o único executivo de 'Bloco Central', chefiada pelo socialista Mário Soares.
Depois seguiram-se quase duas décadas de executivos de um único partido, primeiro os três Governos do PSD liderados por Cavaco Silva - um primeiro minoritário, que foi derrubado ao fim de dois anos com a aprovação de uma moção de censura, e os dois seguintes de maioria absoluta - seguidos dos executivos minoritários socialistas de António Guterres.
Entretanto, no final da década de 90, já depois da saída de Cavaco Silva da liderança do PSD, o então líder social-democrata Marcelo Rebelo de Sousa e o presidente do CDS-PP Paulo Portas chegaram a tentar 'ensaiar' uma nova AD, mas a aliança acabaria por ser votada ao fracasso ainda antes da sua concretização, com os dois líderes partidários a entrarem em rutura.
Apenas em 2002 Portugal voltaria a ter um Governo de coligação, mas uma vez mais concretizado após um acordo pós-eleitoral entre PSD e CDS-PP e que viria a ser liderado Durão Barroso e tendo Paulo Portas como presidente dos democratas-cristãos.
Passados dois anos, com a demissão de Durão Barroso da chefia do Governo para assumir funções como presidente da Comissão Europeia, tomou posse um novo executivo formado com base na maioria parlamentar PSD/CDS-PP, agora liderado por Pedro Santana Lopes, mas desta vez sem se terem realizado novas eleições. O XVI executivo cessou funções oito meses depois, com a dissolução do Parlamento pelo então Presidente da República Jorge Sampaio.
Seguiram-se dois Governos socialistas - o primeiro maioritário, de 2005 a 2009, e o segundo minoritário, de 2009 a 2011 - com José Sócrates a ocupar o cargo de primeiro-ministro.
Com a demissão de Sócrates em 2011, sucedeu-lhe outro Governo de coligação pós-eleitoral, novamente com o PSD de Pedro Passos Coelho e o CDS-PP de Paulo Portas a chegarem a acordo após irem às urnas com listas separadas.
No final de uma legislatura atribulada, e apesar das crises que abalaram ao longo dos últimos quatro anos a coligação, Passos Coelho e Paulo Portas optaram hoje por se apresentar em conjunto a votos nas legislativas que se realizarão no outono, repetindo a fórmula seguida pelos seus partidos há mais de 30 anos e que levou Francisco Sá Carneiro e Freitas do Amaral ao poder.
Fonte: NM

Eleições - El País diz que "censura prévia" voltou a Portugal

O artigo do diário espanhol sobre o caso português já foi partilhado nas redes sociais por quase quatro mil pessoas.
POLÍTICA
El País diz que censura prévia voltou a Portugal
A propósito da polémica pretensão de submeter a apreciação prévia o acompanhamento noticioso das campanhas eleitorais, o diário espanhol El País escreve, na sua edição online, que a “censura prévia” voltou a Portugal.
Portugal celebra este fim de semana os 41 anos da liberdade de expressão no país, mas parece que ela não chegará aos 42”, pode ler-se no artigo intitulado “Governo e socialistas portugueses de acordo em censurar a imprensa”.
“Na calada da noite, com uma velocidade desconhecida neste país, os três partidos maioritários – os partidos do governo PSD e CDS e o principal grupo da oposição, os Socialistas – chegaram a um acordo para aprovar um projeto de lei que restabelece a censura prévia dos meios de comunicação na próxima campanha eleitoral”, descreve o jornal.
O polémico projeto-lei de cobertura de campanhas já não deverá avançar, depois das duras críticas de que foi alvo, dos mais diversos quadrantes.
Fonte: NM